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De Blockchain a NFTs e Down Below - o mais novo jogo BR P2E

Depois do sucesso de Axie Infinity, uma série de jogos baseados em NFT, tecnologia blockchain e no gênero P2E (play-to-earn) começou a ser desenvolvida, e o Down Below é uma das grandes promessas do nosso mercado BR.

Quer ficar por dentro dessa tendência? Então mergulhe a fundo nos parágrafos a seguir!


Com a explosão do Bitcoin em 2020, criptoativos e outros recursos derivados das tecnologias blockchain estão sendo cada vez mais incluídos e utilizados nos meios digitais.

O anúncio do Facebook de que em breve se tornará um metaverso é uma combinação explosiva diante da possibilidade de uso das NFTs - e você talvez tenha ouvido falar de algumas obras de arte em NFT sendo vendidas por muitos dígitos.

Mas como exatamente funcionam essas propriedades digitais, o investimento nesses ativos e em jogos play-to-earn (P2E), e como você pode fazer parte disso? Para melhor compreender esse universo, vamos começar pela tecnologia blockchain e os diferentes formatos de ativos.

Podemos resumir a tecnologia blockchain como sendo, em síntese, um "livro-de-caixa" aberto e distribuído que permite registrar transações de ativos (assets) entre duas partes de forma eficiente, verificável e permanente, sendo que um ativo pode ser do tipo tangível ou não-tangível.

Um ativo tangível existe fisicamente, ou seja, é uma propriedade física como uma casa ou um carro, e que pode sofrer depreciação com o tempo mas, por outro lado, tem um custo mais fácil de estimar, sendo mais fácil de vender, também. Outros exemplos de ativos tangíveis são os recursos naturais, estoques e ações de uma empresa.

Já os ativos intangíveis são aqueles que não têm existência física, de modo que seu valor é mais difícil de determinar e, portanto, são também mais difíceis de vender, ainda que possam gerar receita para sempre a partir de seu valor. Exemplos de ativos intangíveis seriam os direitos autorais, as patentes, licenças, concessões, marcas registradas, carteira de clientes e investidores, força de trabalho de uma empresa etc.

A possibilidade de traquear a transação de tais ativos via blockchain representa maior segurança e menor custo envolvido, de modo que podemos caracterizar essas transações pelos elementos a seguir:

  • são acordadas pelos participantes no blockchain quando inseridas no livro-caixa;
  • não podem ser alteradas;
  • são comprovadamente verificadas;
  • possuem garantia de registro permanente.

Uma criptomoeda (como Bitcoin e Ethereum) apresenta uma medida digital de valor que existe apenas no blockchain – sendo chamadas, por vezes, de "moedas" ou "tokens". Criptomoedas e moedas fiduciárias (Fiat Currency, ou seja, o dinheiro, seja ele em Real, Dólar etc.) são fungíveis, ou seja, qualquer unidade terá sempre o mesmo valor, e podem existir muitas unidades de igual valor.

Em outras palavras, isso quer dizer que a sua "nota de vinte reais" vale tanto quanto a minha "nota de vinte reais", e podem haver várias "notas de vinte reais", todas elas de mesmo valor. O valor de uma moeda é determinado por uma série de fatores combinados entre economia, decisões governamentais e à valia que as pessoas associam a um determinado ativo, e é por isso que esse valor flutua conforme a inflação e outros movimentos econômicos e da política mundial.

O importante, em resumo, é entender que a tecnologia blockchain permitiu criar um sistema econômico paralelo ao das moedas fiduciárias, sendo que esse sistema é considerado seguro o suficiente para suportar milhões de transações diárias de alto valor. Para entender um pouco melhor como ocorrem essas transações com Bitcoin, veja o infográfico a seguir:

Fonte: https://personaprimerscom.files.wordpress.com/2018/04/bitcoin-infographic_5029189c9cbaf.jpg 

Então já entendemos, até agora, um pouco mais sobre o funcionamento da tecnologia blockchain e por que ela é considerada segura, e também citamos a diferença entre ativos tangíveis / intangíveis e o que são ativos fungíveis e moedas fiduciárias. Mas e os ativos não-fungíveis?

Esses seriam os famigerados NFTs - Non-Fungible Tokens, ou seja, tokens (ou ativos, ou moedas) não-fungíveis. Um token não-fungível (NFT) é uma unidade de dado armazenada em um blockchain representando um item único, ou seja, que não se repete. Quando uma imagem, uma música, um texto, uma obra de arte ou um asset dentro de um jogo é associado a um NFT, por exemplo, isso significa que aquele item está associado a um código único que o identifica e o atrela ao seu proprietário (algo como um "CPF" que está atrelado a um ativo digital).

Esse conceito é justamente o contrário do de um token fungível (como as criptomoedas), em que cada item de igual teor apresenta o mesmo valor, podendo ser acumulado em várias unidades iguais. Nesse sentido:

  • itens físicos ou ativos digitais do mundo real podem ser representados por NFTs;
  • ao contrário do Bitcoin ou de outra criptomoeda, um NFT não é mutuamente intercambiável, ou seja, não é fungível;
  • um Bitcoin é indistinguível de qualquer outro Bitcoin e pode ser prontamente trocado;
  • em contraste, um NFT é único; é um pedaço de código único, armazenado e protegido no blockchain.

E por que os NFTs são uma tendência?

Basicamente porque os NFTs constituem a possibilidade de possuir ativos, independentemente do fato de serem digitais.

Ao adquirir um NFT, aquele item se tornará sua propriedade e, assim como gostamos de comprar roupas, decoração para a casa e inutilidades nas famosas "lojinhas de R$1,99", há um apelo muito atrativo com os NFTs, e que é o de possuir e colecionar ativos de valor e prestígio, evocando muitas emoções aos envolvidos - uma euforia similar à que as crianças têm quando completam um álbum de figurinha ou conseguem novos cartões, figurinhas ou adesivos para a sua coleção, por exemplo.

Essa combinação entre ativos digitais + desejo de colecionar + comunidades virtuais geram inúmeras oportunidades para utilização dos NFTs.


Algumas curiosidades sobre NFTs:
  • CryptoKitties foi o jogo que colocou os NFTs em evidência;
  • Dragon - foi o gatinho mais caro já vendido no CryptoKitties, por 600 ETH, em setembro de 2018 (seria o equivalente a, aproximadamente, US$170.000); 
  • MyCryptoHeroes foi uma série de itens colecionáveis em NFT que alcançou grande valor de mercado, movimentando 350 ETH (~US$60.000) / semana;
  • O volume total movimentado com NFTs alcançou US$100 milhões entre 2017 e julho/2020.


O vídeo acima explica em maiores detalhes como CriptoKitties virou um sucesso entre os aficionados por colecionar gatinhos em NFT.
A partir disso, foram surgindo os jogos no formato play-to-earn (P2E), que viralizaram entre os jogadores diante da promessa de conseguir rendimentos dentro do próprio jogo. Axie Infinity, Plant vs Undead, Gods Unchained, Bomb Farm Club, CryptoCars e Mir4 são apenas alguns dos exemplos que ficaram famosos entre os players.


Enquanto presenciamos essa grande explosão de jogos P2E, surgem, em paralelo, discussões entre os desenvolvedores sobre a validade de um jogo do gênero. Os apontamentos seriam, principalmente, de que um jogo com a premissa de pagar valores de volta ao jogador perderia o seu foco principal, que é o de promover entretenimento, deixando, assim, a desejar como sistema de jogo.

À parte disso, há quem esteja se divertindo (e ainda ganhando dinheiro) com o gênero play-to-earn, de modo que essa tendência, ao que tudo indica, veio para ficar. Ocorre que, assim como em qualquer outro gênero de jogo, há aqueles que são bem produzidos e estruturados - como o próprio Axie Infinity, que tem uma produtora grande por trás (a Ubisoft) - e outros que são produzidos às pressas, na esteira do sucesso de outros títulos, apenas para aproveitar o momento. Caberá ao jogador, nesse caso, decidir qual é o jogo que mais o agrada e entretém, bem como qual projeto apresenta real possibilidade de investimento.

Para esse último caso, convém fazer algumas advertências:
  • Nunca invista um valor que você não tem, ou que não você esteja apto a investir, pois não há garantia absoluta de retorno, de modo que esse planejamento é sempre de responsabilidade do investidor;
  • Quando você comprar itens dentro de um jogo, faça isso porque acredita que o jogo irá render bons momentos de diversão e até, quem sabe, a possibilidade de um retorno, mas não entre em um jogo com o pensamento de que ele irá salvar a sua vida financeira, pois isso poderá gerar um grande contratempo;
  • O mesmo vale para qualquer operação envolvendo criptomoedas e carteiras virtuais - se você não estiver seguro sobre o que está fazendo, é altamente recomendável que busque conhecimento e mesmo a consultoria de outras pessoas que possam orientar adequadamente sobre como essas transações funcionam, certificando-se de compreender os processos e taxas envolvidos nessas operações.

Essas orientações são válidas para qualquer tipo de transação financeira que uma pessoa venha a realizar no mundo digital e, com a emergência dos metaversos e dos ativos digitais em NFT, obter mais informações antes de investir qualquer valor é sempre recomendado!

Sabendo disso, há inúmeras possibilidades de diversão e investimento, e uma delas é o jogo Down Below, que já teve whitelist (pré-venda de assets do jogo) e está com lançamento previsto para final de janeiro de 2022.



Já imaginou explorar um cenário que remete ao Inferno da famosa história de Dante Alighieri, derrotando inimigos e se divertindo enquanto ganha recompensas? Down Below é um jogo de cenário baseada no famoso anime Made in Abyss e de gênero JRPG (RPG japonês) P2E, com um ecossistema que gira em torno da movimentação da moeda $ABYSS e três modalidades de jogo principais - PVE (modo aventura ou modo automático) e PVP (modo Arena).


A equipe desenvolvedora do Down Below é formada por diferentes profissionais especializados nas áreas de Economia e Finanças, Tecnologia Blockchain, Marketing e Game Design, que projetaram o ecossistema do jogo com base em testes durante a pré-produção para melhor balancear a entrada e saída de recursos do jogo, aplicando um modelo de retroalimentação que, de acordo com os desenvolvedores, torna o projeto não somente viável, como também estável a longo prazo.

Quem se interessar por conhecer melhor o jogo e seu desenvolvimento pode acompanhar o Down Below via Instagram, Twitter e Facebook ou juntar-se à comunidade pelo Discord e pelo Telegram
Para maiores detalhes, também é possível conferir o site e o whitepaper com documentação do jogo, que tive o prazer de ser convidada a produzir!

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